A banda KMB está com um perfil no site reverbnation.com, site estrangeiro para bandas fãs de música no geral, uma ótima ferramenta para bandas independente.
Ouças as músicas aqui se preferir:
Porque a música pode ser mais interessante.
Kel continua sua saga sobre o Progressivo
Kurt revela quem são os artistas mais "Rockstars"
Parkinson fala sobre um Lendário Guitarrista
A banda KMB está com um perfil no site reverbnation.com, site estrangeiro para bandas fãs de música no geral, uma ótima ferramenta para bandas independente.
Ouças as músicas aqui se preferir:
Os guitarristas John Frusciante, ex-Red Hot Chili Peppers, e Omar Rodriguez Lopez, da banda Mars Volta, lançaram um álbum instrumental em parceira no esquema de "pague quanto quiser".
De acordo com o site da revista "NME", a dupla afirmou que o disco "estava gravado anos atrás", mas que várias músicas continuavam inéditas. O material já está disponível no site de Omar Rodriguez Lopez.
O disco pode ser baixado de graça, mas os donativos que forem realizados serão destinado ao programa Keep Music in Schools. A mesma estratégia que o Radiohead uso com o álbum “In Rainbows” por sinal, a diferença é o propósito da “causa”.
Cool.
Gente, desculpa por demorar tanto para postar, esse é o oficialmente o primeiro post do ano, mas é que realmente não podíamos postar nada agora. Pois bem, vamos ao que interessa. A KMB, pra quem não sabe, é uma banda de Rock Alternativo de Imperatriz, e agora a banda está curtindo um relativo reconhecimento no meio alternativo, inclusive em Portugal e Japão. A Revista Cult! entrevistou o vocalista, Kurt Machine…Sim, esse que vos escreve. Acompanhe a reportagem da revista/fanzine cedida pelo editor.
Apesar de já ter flertado com todas as nuances da música pop e rock (ou não), a KMB vem calcando numa mistura de Muse, 30 Seconds to Mars, The Killers, The Hives, Nine Inch Nails e Duran Duran(atual)! E é isso que você pode encontrar nesse trio vindo de Imperatriz, do estado do Maranhão.
Composto por Kurt Machine(vocal, guitarra e teclados), Café Erótico(guitarra e vocal de apoio) e Edy Baratão(Baixo), a banda já está um bom tempinho fazendo música, mas agora lança sua demo auto-intitulada no site para download, o Vocalista atendeu nossa equipe que estava na região fazendo uma pesquisa sobre a música no nordeste e nos concedeu essa entrevista interessante, bastante inteligente e bem humorada.
Cult - Já conheço seu nome de outras primaveras colaborando com a gente e produzindo algumas bandas, mas como é produzir a própria banda?
KM - Cara, é interessante porque eu tenho mais liberdade com o resto dos caras, pra fazer experimentos sem ninguém falar m*rda! [risos]
Cult - Quais são suas influências musicais?
KM - Eu estava esperando essa pergunta minha vida toda! Bom, é estranho falar isso um pouco, por que pode não parecer na Demo ou em algumas músicas, mas minhas grandes influências são o pessoal do Blues, Jazz e do Country, são estilos que falam da vida, e é isso que eu falo, da vida, de como é bom gostar de alguém ou como é triste e feio ter um coração partido, como nossa vida é tão superficial, posso ser mais profundo e também falar de como um governo e um sistema podem f*der a vida de alguém. Veja a Maysa ou a Amy Winehouse, elas são tão sinceras que é como um tapa na cara da sociedade, ainda faço alguma coisa assim! É Como diz uma amiga minha, a Mona Lisa: Preferimos o veneno [risos]! Mas é complicado, gosto de tanta coisa, Johnny Cash pra mim é meu maior herói, ele me salvou de muitas coisas e me fez descobrir o gosto por músicas sinceras, é Johnny no céu e na terra cara. Logo em seguida vem os Beatles, a maior banda do mundo, nunca vai ter nada melhor que eles, estão na vanguarda da música pop (e rock), assim como Aretha Franklin está na vanguarda feminina do Rhythm Blues.
Cult - Deu pra ver que você sabe muito sobre música, como nasceu essa paixão por "música antigas”?
KM - Você só faz perguntas legais hein [risos]! Bom, eu cresci visitando meu pai, que é separado da minha mãe, lá sempre tinha uns discos de vinil, eu colocava pra ouvir e brincava que era locutor de rádio [risos], isso é vergonhoso. Eu ouvia o MJ (Michael Jackson) direto, Madonna, alguma coisa da Motown [Records, a lendária gravadora]. Também tinha a coleção de fitas K-7 do pai, tinha muita coisa do Elvis. Também teve meu irmão mais velho, que sempre gostou de rock e heavy metal, geralmente essas pessoas tem um apreço forte com o rock clássico, então estive bem servido na infância, pena que era só nos sábados [risos].
Cult - Eu li em algum lugar que você traficava fitas K-7 na escola, como foi isso?
KM - Meu Deus, você está me espionando?[risos]
Então, como nos finais de semana eu ficava na casa do meu pai, aproveitava e fazia cópias dos discos e até de outras fitinhas de rock pra vender ou trocar na escola, no meu catalógo tinha Kiss, Queen, Iron Maiden, Black Sabbath, Led Zeppelin, essas coisas, a molecada ficava doida pra saber quando eu arrumaria outra do Led e essas coisas, era o terror dos Pais [risos]! Eu acho que mereço um prêmio por incentivar o rock na infância.
Cult - Eu vi na letra de "Desajustados" que você está meio descontente com os Jovens de hoje, apesar de ser jovem também, não é um paradoxo?
KM - Eu sou um paradoxo! Não é só sobre juventude e essas coisas que parecem mais temas de um "Pro-Che Guevara", fala de sociedade também, todos os dias, todos os segundos somos bombardeados com informações inúteis, não basta só os traficante de entorpecentes na rua, querem que usemos drogas dentro de nossas casas, como? Ouvindo música, assistindo TV, "eles" nos obrigam a comprar coisas que não precisamos, criam necessidade de coisas que nem precisavam existir. Com esse mundo multimídia, os principais bombardeados são os jovens, que não deixam de ser uma grande força de consumo direta e indiretamente, por alguma razão a grande maioria não consegue filtrar as informações e avaliar o que é útil ou não, o que é ou não é nocivo. Por isso tantas drogas são livremente consumidas: Maconha, Antidepressivos, Banda Cine, Restart, Cigarros, Luan Santana, Rebolation...[pausa] Na história da humanidade, sempre quando existe uma opressão e tirania as pessoas se rebelam, tempos em tempos as pessoas caem na real e lutam pra que as coisas melhorem, nessa tecnocracia, é complicado eu sei, mas é assim que a humanidade evolui, veja a Ditadura Militar, como os jovens se uniram, lutaram por algo em comum mesmo com toda repressão em cima deles, a força intelectual sobressaiu. Em Cuba hoje em dia, os jovens estão se levantando, por mais que essa pequena revolução seja abafada pelos Irmãos Castro, na China, o rock está servindo pra liberdade feminina, mas parece que aqui nada acontece e nem vai acontecer tão cedo, mas eu te pergunto, será que não vivemos numa ditadura ainda? Toda essa corrupção, todo esse consumismo desenfreado, toda essa permissividade e glamourização da burrice e superficialidade? [longa pausa] As pessoas estão mais preocupadas em que ringtones vão colocar em seus celulares. O pop não precisa ser tão burro.
Cult - Você acompanha Política então?
KM - De certa forma...
CUlt - Quem seria melhor para o Brasil, Dilma Rousseff ou José Serra?
KM - Nenhum dos dois. A Política no Brasil vive num círculo vicioso e perigoso, o de fazer concessões, todo mundo recebe uma ajudinha de um figurão e precisa retribuir, fazer alianças e essas coisas que me dão nojo. Não importa se seu passado foi o mais puro Possível, veja o Lula, sua aura parece incorruptível, mas ao fazer concessões a gente do tipo Sarney ou qualquer um desses bandidos engravatados, está no mesmo nível. Enquanto permitimos a corrupção e de certa forma, dando permissão para que isso fique impune, não vai mudar muita coisa não. Cada centavo desviado complica mais nossa vida. Afinal, estamos tomando "naquele lugar" já tem mais de 500 anos.
Cult - Para quem toca música como a sua, pensar assim ou saber dessas coisas não parece irônico, já que as maiorias das bandas não demonstram esses interesses nas entrevistas?
KM - É verdade. Mas nem me espanto, não quero que me vejam como um intelectualóide, falar nisso odeio gente assim. Mas é como eu disse naquela pergunta sobre a juventude e tal, nem os que aparentemente trabalham com arte estão livres, boa parte dos jovens da minha idade que possuem banda estão mais preocupados em fazer música fácil pra digerir, garotas ou garotos(sabe se lá né?!) [risos], assistir MTV e ver o que é que ta rolando no mundo pop, preocupações vãs, que não vão levar a lugar nenhum a não ser o NA-DA! Mas também tem aqueles aparentemente "conscientes", mas eu tenho uma notícia pra eles: ouvir Nirvana não faz você alguém mais consciente, você não quebrou barreira nenhuma, o Kurt te odiaria por isso.
Cult - Falar em Kurt, seu pseudônimo não veio de Kurt Cobain, veio?
KM - Não mesmo! [risos] Só vou contar uma vez, bom, vem de dois personagens de HQ's, Kurt Wagner, o Noturno dos X-Men e War Machine, das histórias do Iron Man. Agora interpretem, tenho preguiça de explicar [risos].
Cult - Deu pra perceber que você é muito nerd!
KM - Ah meu deus, até o jornalista me fala isso [risos], nem uso esse termo, só gosto de Quadrinhos, Filmes de ficção científica e literatura...E um pouquinho de tecnologia...Filmes europeus independentes...Star Wars...Ciência...Enfim, isso não faz você um nerd, faz?[risos]
Cult - Faz sim!
KM - Você é divertido cara! [risos]
Cult - Eu?[risos] O que mais você gosta na banda?
KM - Os membros, são três personalidades distintas que se completam, somos três partes de uma laranja bem grande. Cada um tem um gosto diferente, o Edy tem um lado mais Jazzista e Funky, o Leandro puxa pra um country e por aí vai.
Cult - E você?
KM - Eu só sou um rostinho bonito sem conteúdo.
Cult - Você possui uma postura bem irônica, acha que artistas que almejam o sucesso sempre possuem aquela 'falsa-humildade'?
KM - Veja bem, ter humildade é bom e necessário, ninguém é maior que ninguém, agora ficar dando uma de coitadinho é tenso, eu reconheço minhas limitações e minhas raízes. Ninguém é maior que ninguém, só famoso! [risos]
Cult - Você almeja o topo então?
KM - Claro, de onde mais teremos uma perfeita visibilidade? Isso é preciso, pode parecer piegas, mas não é só a grana, é a visibilidade, estar numa plataforma onde você possa fazer o que quiser que todo mundo vai lhe ouvir.
Cult - Falar em visibilidade, o que mais tem de rock no Maranhão?
KM - Depende, se for rock, tem inúmeras bandas...sem expressões claro, como quase tudo nesse estado, não posso falar muito da capital, não conheço direito, mas se tivesse alguma banda interessante, essa hora a gente já devia saber. Aqui em Itz [apelido da cidade], existe promessas, como a Rockadelic, uma molecada nova, interessante, mas não sei o que ta acontecendo agora, e tem a DK6 que pra mim é a banda mais preparada pra sair daqui, grande banda, ótimas pessoas, amo aqueles caras. Bom tem umas bandas de metal, que são as mais ativas, que promovem eventos, as pessoas podiam se inspirar e começarem as fazer seus eventos, não critico o pessoal do Metal, mas por um lado, parece que só tem isso pra se mostrar e não é verdade, por isso que eu me esforço um pouco na KMB pra pessoas que sempre tiveram vontade de fazer banda, que façam, sem se importar com o resto. Não podemos também ficar a mercê de bandas covers ou pseudas bandas de 'pop rock', como Antiquários, p*rra, que fazem a mesma coisa a vida toda, sem sal, tem outra também, Madame Lulu, que sumiu por sinal, não deixam de ser bandas pra bares, pras pessoas conversarem e não ouvirem você. A única estrutura que você precisa é a música, não se preocupe em soar perfeito.
Cult - Você são populares em Portugal e no Japão, sem nunca ter ido nesses lugares ou mesmo lançar um álbum oficial, esse reconhecimento lá fora é indispensável?
KM - Claro, também prova que eles possuem mais cultura que os maranhenses [risos].
Cult - Vocês lançaram uma Demo agora, fale um pouco dela, a propósito a capa está muito legal.
KM - Estamos muito orgulhosos, a demo captou toda alma da banda, bom, o projeto se chamaria '2010' pelo fato de só usarmos músicas desse ano, mas no final da conta, usamos o 'KMB' mesmo, fora que é um nome legal por si só, bom, lá vai ter música eletrônica, nossas influências do rock alternativo dos anos oitenta, indie rock e um pouquinho, só um pouquinho de orquestra. A capa fui eu que fiz, adoramos esquilos, bombas atômicas e aquele quadro do Pedro Américo.[risos]
Cult - Particularmente eu achei a primeira música, "Ela dança a noite toda" parecida com aquele clima do Duran Duran no CD Red Carpet Massacre...
KM - UAU! Que honra, que bom que você percebeu, adoro a produção daquele álbum.
Cult - E a "Eu não cansei de caminhar" me lembra um pouco The Killers...
KM - Fiquei mais honrado ainda.
Cult - Também tem uma influência muito forte de Nine Inch Nails, misturado com alguma banda de rock indie, é verdade?
KM – Sim, sim, NIN é minha banda favorita tirando Beatles.
Cult - Ao mesmo tempo vocês tem um ar de Muse.
KM - agora você me deixou feliz mesmo [risos]! As influências são evidentes, é bom saber que alguém entendeu nossas referências musicais. Mas eu gosto de Hip-hop também viu! [risos]
Cult - Deixa-me adivinhar...Gorillaz, Mos Def?
KM - Você está me assustando agora, está me paquerando? Como pode acertar assim? [risos]
Cult - [risos] Pelo seu jeito, parece alguém que ouve Rap alternativo mesmo.
KM - Rap Alternativo é tão interessante quanto rock alternativo, principalmente o do Mos Def.
Cult - Vamos para um jogo rápido, eu pergunto e você responde com uma palavra, preparado?
KM - Sempre! Isso parece àquelas coisas do programa da Xuxa.
Cult - uma pessoa?
KM - Vó.
Cult - Um Lugar que quer conhecer?
KM - Alabama.
Cult - Uma palavra que possa definir sua banda?
KM - [pausa] F*dona! [risos]
Cult - sua vida é?
KM - Música.
Cult - O espaço para considerações finais e recados para os fãs está aberto.
KM - Obrigado pelo espaço. Quero convidar todo mundo a baixar nosso debut demo álbum no www.bandakmb.tk, quero também dizer a todos os garotos que não tiveram coragem de chamar 'aquela' garota pra dançar ou as garotas que tiveram suas vontades abafadas por esse mundo idiota: falem e façam o que quiserem. Muita música pra todo mundo.
Ricardo Melo – ricardomelo@cult.com.br
COMBO – Rewiew da Demo.
Fui convidada pelo próprio Ismael para fazer a resenha da demo,
nunca fiz isso na vida e confesso que posso ser até um pouco suspeita
pra falar, agora que fique claro que nada do que eu escrever aqui
se compara experiência que cada um pode ter ao ouvir o mesmo, mas
vamos logo ao que nos interessa.
Título: KMB
Ano de Lançamento: 2010
Gênero: Pop Rock Alternativo
1. Ela Dança a Noite Toda _ A primeira faixa começa bem dançante e
envolvente fazendo jus ao título da própria, mas além disso ela possui
um atrativo especial, quem já ouviu as primeiras músicas da banda vai
perceber de cara a semelhança com "Eu Vou Tentar Me Afastar" o que
a deixou melhor ainda.
2. Eu Não Cansei de Caminhar _ Nessa faixa o assunto fica um pouco
mais sério e romântico, de certa forma. A melodia não te coloca pra
dançar como a primeira, mas te deixa com vontade de ouvir e pensar
um pouco na vida, o refrão é "grudento" e você canta junto sem perceber.
3. Venenosa _ De todas as faixas, essa é a que eu mais gosto, dançante,
divertida e os riffs são ótimos. A música trata de desamor, término de
relacionamento, mas de uma forma até irônica, talvez. Foge dos padrões
de música com essa temática ser triste e melancólica. A melhor parte
são os gritos do final, é algo libertador e você grita junto também.
4. Efeito Borboleta _ A faixa já começa mais calma e fofa, ao contrário
da anterior é romântica e a letra bem doce. Não é uma música enjoativa,
trata do amor de uma maneira diferente das outras bandas que têm por
aí. Esse é o diferencial dela, é o tipo de música que dá vontade de
ouvir diversas vezes.
5. Desajustados _ Eis a música mais impactante da demo, com uma crítica
forte à sociedade que vivemos hoje, onde se tem uma comparação de fatos
passados com a atualidade. O som em comparação com as músicas que a
antecede é bem limpo, sem efeitos, lembra o rock de garagem.
6. A Noite _ A música que termina com chave de ouro. Letra mais calma,
um pouco romântica, transparecendo solidão sem melancolia. Perto do fim
ela vai ficando dançante, e logo depois fica calma novamente com uma
orquestra linda combinando com a beleza e sensibilidade que
o título induz.
Por: Érica Fernanda - @nandafferreira
Acredito que quase todo mundo que tem uma banda, sempre quer por em prática aquelas idéias que você não pode na banda, aqueles gostos que não encaixam muito bem na banda, até por que uma banda(de verdade) é formado por várias cabeças pensantes e com influências diferentes, então por isso alguns artistas optam por projetos paralelos, pra exorcizar e extravasar a criatividade.
E pelo jeito o Sr. Chester Bennington segue essa premissa com o Dead By Sunrise, um projeto profundamente pessoal e por que não, "interpessoal"? É um punhado de boas obras líricas, que exorcizar as águas passadas.
O Dead By Sunrise começou em 2005 com apenas Bennington escrevendo o que ele não conseguia se expressar com a sua outra banda, o mutl-premiado, Linkin Park. Em 2008, entretanto, se juntou com os membros do Julien-K, Ryan Shuck, Amir Derakh, Elias Andra, Brandon Belsky e o amigo Anthony “Fu” Valcic. Em maio de 2008, tocaram três músicas na festa de 13º aniversário do Club Tattoo (Arizona), mas não aconteceu nada a mais até o verão que Bennington (que também a trabalhou no novo CD do Linkin Park, ao mesmo tempo) foi para um estúdio gravar o Out of Ashes, com o produtor Howard Benson (My Chemical Romance, Daughtry). O que surgiu foi um álbum de rock alternativo, com baladas, rock'n'roll e sintetizadores.
Quando você ouve qualquer canção do Dead By Sunrise fica evidente que a única coisa em comum com o Linkin Park é só o vocal, se fosse outro vocalista, você nem tentaria sequer comparar, sinceramente não sou fã do Linkin Park e Chester Bennington dos tempos New Metal, mas confesso que o álbum Minutes To Midnight de 2007 mudou a minha visão sobre o Linkin Park, comecei a enxergar a banda, por que agora eles realmente se tornaram uma banda de verdade, criativos e muito bom compositores. Então, não espere nada épico no Dead By Sunrise. não espere nada capaz de mudar as estruturas musicais atuais, mas isso não é ruim, é sincero, é justamente essa a intenção da banda, simplismente fazer o som que eles gostam. Apesar de atrair uma parcela dos fãs carentes por músicas novas do Linkin Park, se você não é fã, a audição vai ser mais proveitosa, mas vamos a review.
Dead By Sunrise
«Out Of Ashes»
Warner Bros. Music
Fire começa com uns efeitos legais, a bateria marcante, uma canção suave, mesmo com as guitarras altas, o refrão é grudento, ainda mais com essa melodia 'bonitinha", vai ser uma das preferidas dos fãs, até parece trilha sonora de algum filme teen.
Crawl Back In é a canção mais roqueira, o primeiro single lançado pelo Dead by Sunrise, com uma intro digna de alguma banda grunge dos anos 90, tenho que admitir que é uma música legal, os fãs de músicas mais pesadas e com solos, essa canção fala sobre as batalhas pessoais difíceis de Bennington com o álcool e seu medo de se tornar um doente, descritas nas letras “Eu não quero ser como eles / Eu quero rastejar de volta“. Sua voz potente, juntamente com o pesado e rápido tempo da batida, quase gritando a sua aflição e no desespero de querer vencer o vício, é o melhor acerto do álbum, confesso que me impressionei pela letra.
Too Late, a terceira faixa é com um ritmo mais calmo, muito melódica, mesmo com um clima 'new wave' da intro. Não é uma das mais expressivas do álbum.
Inside Of Me é uma das mais agitadas, mesmo com o vocal "amaciado" do senhor Bennington, confesso que o solo da música é de muito bom gosto e sem firulas. Uma música curtinha com 02:18 minutos de duração. A impressão que da é que as letras falam sobre fugir dos problemas, de se tornar alguém que você não esperava olha o refrão: "O que diabos há de errado comigo?/Este não é quem eu tenho que ser".
Let Down, a faixa cinco, é a mais lentas de todas, com um clima meio Depeche Mode e new wave dos anos 80, mas que combina perfeitamente com a natureza da letra que fala de amor e as dificuldades de se deixar para baixo – referindo-se ao divórcio doloroso de Bennington. Falando do medo de descer a mesma estrada velha de novo, em um novo relacionamento, que oferece uma visão do passado de Bennington e as decisões difíceis que são feitas de confianças quebradas e corações partidos. Você pode ter que ouvir esta música algumas vezes para entrar nela por completo, afim de apreciar plenamente a sua beleza.
Give Me Your Name é a com a letra mais bonita, fala sobre estar apaixonado, sobre a visão perfeita que você tem quando ama alguém, fala daquela sensação de conforto e de que a toda dor pode ir embora quando você acha alguém, “Dê-me um sorriso / Me dê seu nome garota/ Me dê um sinal para eu achar meu caminho/ E conseguir o que eu vim fazer/ Porque você não vem fácil”. È quase uma canção de ninar, não que seja sonolenta, mas por ser tão linda ainda mais com esse refrão: "E eu caio no oceano/ Dentro de seus braços/ Levando-me além de onde toda a dor vai". Não é uma música sombria como todas as outras.
My Suffering recupera o peso do álbum, agitada, pesada e com os vocais mais pesados, um clima meio punk, a natureza da letra é sobre seu vício de álcool e drogas de Bennington- um tema recorrente no álbum. Talvez meu elemento favorito da canção seja seus gritos durante o refrão. Com versos como “Eu vi o diabo em um sorriso / Eu encontrei a salvação na perversão / Meu final feliz só existe nos meus sonhos” é um olhar brutalmente honesto em seus demônios do passado, letra honesta, admiro isso em uma banda.
Condemned, a oitava canção, a mais pesada, com uns riffs de muito bom gosto, a letra fala sobre a obscuridade do homem, tudo nessa música me agrada, aquele solo tão inspirado, acho que é o instrumental mais inspirado da banda. " Venha e me bata/ Eu não sou um homem/ Venha e me mate/ Condenado". Sou fã dos "screams" do Chester. É a música mais Rock'n'roll do álbum, que não precisa soar bonitinha e nem perfeita.
Into You volta com a "mansidão" do álbum, só que das lentas essa é a melhor, por que ela cresce em um determinado momento, você jura que ela vai explodir...aí volta pro clima lento de novo.
End Of The World, faixa 10, começa com um riff rock'n'roll e com riff de sintetizador muito legal, ela tem o clima mais Industrial Rock do álbum, a letra fala sobre o caos que o mundo moderno sofre, corrupção, sexo, drogas, escândalos, hipocrisia e afins, a letra mais inteligente do álbum, com uns back vocals e "clap hands" bem sacados, um solo de sintetizador + guitarra interessante, uns samples muito bem colocados. Pra mim é uma das melhores do álbum. Seria uma música que eu faria/tocaria.
Walking in Circles, volta mais uma vez ao clima manso, com uma letra que fala sobre sentir solidão,sabendo que as outras pessoas parecem não querer ver a realidade em que estão afundadas. Violão, solos, tudo aquilo que a música pede.
In The Darkness termina o álbum, com andamento meio lento, mas com uma sacada inteligente, uns "beat box" misturado com umas "clap hands" eletrônicas, as música vai crescendo, a bateria e a guitarra entra e você nem percebe de tão interessante que ficou, os sintetizadores suaves dão um clima realmente 'dark' a canção, “o ato de fazer amor com alguém que você sente um profundo amor” – como descrito por ele próprio. Ele fala da ‘dor da vista’ da pessoa amada em uma bela demonstração de carinho. Uma frase na música me chamou muita atenção: "Faça um mártir para o amor". A música é linda e realmente faz sentir o clima e o título do álbum, sob as cinzas com uma vida e amor novo.
Bônus: The Morning After é a faixa bônus, não sei como ela não entrou pro álbum mesmo, é uma música incrível, os riff praticamente percussivos, o baixo distorcido e os sintetizadores suaves dão um peso ao mesmo tempo uma melodia tão bonita.
Out of Ashes é uma álbum muito bem trabalhado e muito bem produzido, tente prestar atenção em cada detalhe das músicas, é muita informação musical, que faz o álbum muito interessante, ele narra a vida de um homem que descobriu como é estar no topo do mundo, que descobriu o preço a pagar, que se desiludiu e que conseguiu sua redenção exorcizando o passado, eu particularmente sou fã de coisas assim. Não é só pra quem é fã do Linkin Park, é pra quem é fã de trabalhos sinceros, mas como já disse, não espere algo totalmente novo no mudo da música ou uma grande revelação musical, longe disso, é só rock, mesmo com todas as influências eletrônicas e oitentistas dos membros, é como todo trabalho sincero tem que ser: sincero, sem querer soar perfeito. Ouça, sem preconceito.
Estava eu no msn a conversar com a Carinne, morrendo de fome, perto da hora do almoço, até que ela me mostrou o Them Crooked Vultures...
- Caramba, como eu não conhecia uma banda dessa?!
A vezes a gente vacila mesmo.
Meu amigo(a), se você não sabe do que eu falo, estou dizendo da banda formada por nada menos que Dave Grohl (Nirvana/Foo Fighters) na bateria, Josh Homme (Queens of the Stone Age/Eagles of Death Metal) na guitarra e John Paul Jones (Led Zeppelin) no baixo. Confira a primeira review do blog.
É tudo muito novo, a banda mostrou sua existência em junho desse ano, em agosto já se apresentava no festival de Reading na Inglaterra, para um público de quase 100 mil pessoas! Todo mundo ficou boquiaberto com a banda, logo logo eles terminaram de gravar o primeiro álbum que vai sair nessa segunda-feira(16).
O Them Crooked Vultures já tinha disponibilizado para os fãs a música "New Fang", e agora, a menos de uma semana do lançamento, resolveu colocar o disco todo on-line, (só para audição, não para download) clique aqui.
Eu tive a oportunidade de ouvir o disco todo, várias vezes por sinal, sinceramente...é bom pra caramba. E eu fiquei lendo também alguns comentários do fãs sobre o disco, comentários do tipo "Nossa, parece nirvana", "É led caraaaa" ou "Tem o Feeling do David Bowie dos anos 70", mas o único realmente exagerado foi que o Josh Homme canta melhor que o Robert Plant do Led Zeppelin, pegaram pesado.
Mas se você me perguntar:
- Kurt, a banda tem tudo isso mesmo?
Claro que tem meu amigo, só pra começar a origem individual de cada integrante não me deixa mentir, eu nunca vi tanta referência musical diferentes juntas assim, é um monstro, um último Frankenstein da década. Posso estar exagerando mas é um power trio que me deixou mais do que feliz, desde que o Nirvana se foi não vi algo assim...Mas vamos ao que interessa, as músicas.
Them Crooked Vultures
«Them Crooked Vultures»
Sony BMG
O disco já começa sem firulas, 'No One Loves Me & Neither Do I' é bem Queen Of The Stone Age, com aquelas guitarras secas, com uma bateria bem Led Zeppelin, estranha e sedutora ainda mais que do meio em diante as guitarras estouram nos seus ouvidos.
Mind Eraser, No Chaser - Começa com uma guitarra com bastante expressão e Wah-Wah e uns solinhos bem hard ao mesmo tempo, mas com um feeling tão Nirvana, ainda mais no refrão.
New Fang - começa com um "Riff" de bateria bem ao estilo do finado John Bonham, as guitarras soam modernas mesmo querendo ser retrô, isso é fantástico, é uma espécie de Hard Rock, a partir dos dois minutos, a música vira totalmente Led Zeppelin! É uma das melhores do disco.
Dead End Friends - Parece alguma música do Nirvana com vocal do QOTSA...Óbvio né!? Detalhe para bateria bem Grunge no começo da música. A linha de baixo está perfeita.
Elephants - Começa com um riff quase country misturado ao hard rock setentista, mas com bateria punk...Bizarro? sim! Interessante? Demais cara, demais. Você percebe todas as bandas que os membros já tocaram/tocam.
Scumbag Blues - Que música é essa?! É Hard anos 70 total, claramente influenciada pela banda Cream(Eric Clapton, Jack Bruce e Ginger Baker), mas o melhor na música tirando tudo (hahaha) é o Baixo do Mr. John Paul Jones e a linha vocal do Josh.
Bandoliers - Tem um feeling meio Grunge, com uma levada de guitarra gostosa de se ouvir, ao mesmo tempo é bem Stoner Rock, fora que no meio da música tem umas cordas que dão um clima meio...cigano?!
Reptiles - É bem QOTSA com umas progressões que lembram Nine Inch Nails.
Interlude With Ludes - Parece alguma música perdida do álbum The Fragile do Nine Inch Nails, mas com um certo Swing e feeling retrô, mas bem que podia ser uma música do A Perfect Circle também...Resumindo, é bem hipnotizaste.
Warsaw Or The First Breath You Take After You Give Up - Um dia decoro o nome dessa canção. Começa com um riff bem ritmado, e vejamos bem, essa música pra mim e David Bowie fase Ziggy Stardust, que refrão legal pra caramba!Encaixa-se com qualquer banda que toque Shock Rock.
Caligulove – É meio Bowie, meio T-Rex e por que não... meio The Doors, com um órgão muito inteligente encaixado na música. Tudo isso misturado ao QOTSA. Música sexy e maravilhosa.
Gunman - Já começa com uma bateria dançante, que leva o clima da música, da vontade de sair dançando pela rua, com um refrão bem Bowie.
Spinning In Daffodils - Já começa com um piano lindo tocado por John Paul Jones se não me engano, ao mesmo tempo que os som das guitarras bem distorcidas vem crescendo em "fade in' e não sei como cargas d'águas os vocais de apoio (que devem ser do DAVE GROHL) conseguem lembrar Bowie mais uma vez, uma levada bem psicodélica, com uma progressão perfeita, não tem como explicar essa música, só ouvindo, ela pra mim é épica e com um final perfeito.
Bom, é um álbum brilhante, Josh Homme está cantando muito bem, como já havia dito, esse disco não tem firulas, a produção está impecável, é um disco de “Rock’n’Roll viril”, pra homem de barba rija, sem se preocupar em lançar tendências e modismos. Só para tranqüilizar os fãs do Foo Fighters, Dave Ghrol não acabou com a banda, muito menos Josh Homme com o Queens of the Stone Age. Até mesmo John Paul Jones parece ter planos de remontar o Led Zeppelin para 2010 com Jimmy Page, mas sem Robert Plant.
Lógico que não vai ter o mesmo êxito comercial que um Foo Fighters da vida, parece mais como um "exercício musical" de ambas as partes e foi a melhor coisa que aconteceu em 2009, não perca tempo.
Confira um vídeo dos “abutres” trabalhando:
Amaldiçoado seja o criador do Guitar Hero…mas o Beatles Rock Band eu quero!
Essa é uma tira do grande cartunista João M. Clique aqui para ver o blog dele.
Em Setembro de 2009 a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro aprovou projeto definindo o funk como movimento cultural e musical de caráter popular.
O Funk carioca surgiu em meados dos anos 80, influenciado por estilos novos na época - o Miami Bass e o Freestyle. Nesse tempo praticamente não existia músicas autorais, eram versões de músicas internacionais, as famosas "Melôs", o primeiro hit conhecido é o Rock das Aranhas do Raul Seixas(R.I.P Raulzito ç.ç).
E a propósito, nem se sabe ao certo por que o Funk carioca se chama Funk, por que nada tem a ver com o estilo musical americano (James Brown rule'z!), mas voltando ao assunto...
O Funk nasceu nos pequenos clubes de bairros periféricos da capital e região metropolitana, depois ganhando as ruas, em céu aberto, onde duas equipes disputavam quem tinham a melhor aparelhagem de som e o melhor DJ, nesse tempo que surge o DJ Malboro, personagem principal da história da popularização do funk.
Com o tempo o funk foi ganhando apelo entre os moradores das comunidades carentes e freqüentadores dos bailes: Violência e pobreza.
Nos anos 90 o funk começou a ganhar a estética que temos hoje, criando sua personalidade própria, as letras refletiam o cotidiano das comunidades e suas lutas ou a exaltavam com suas letras. O Ritmo se torna cada vez mais popular entre as comunidades, ao mesmo tempo se torna alvo de preconceito, primeiro por ser "música de favelado", música feita para camadas inferiores da sociedade e outra por que em alguns bailes, os chamados "bailes de corredor", onde as galeras de diversas comunidades se dividiam em dois grupos, os lados A e B, e com alguma freqüência terminavam em brigas entre si (resultando em alguns casos em vítimas fatais) que, acabavam repercutindo negativamente para o movimento funk.
Com isso havia uma constante ameaça de proibição dos bailes, o que acabou por causar uma "conscientização" maior, através de raps que frequentemente pediam paz entre as galeras, como a música "Som de preto". Em meio a isso surgiu uma nova vertente do funk carioca, o funk melody, com músicas mais melódicas e com temas mais românticos, seguindo mais fielmente a linha musical do freestyle americano, alcançando sucesso nacional, destacando-se nesta primeira fase Latino(nunca esqueci aquele bigode e mullets ridículos! euaheauheu), Copacabana Beat, MC Marcinho, entre outros. Cabe notar que os DJs, nesse período, costumavam tocar de costas para o público nos baile
Em 95 aconteceu o que eu chamo de "Fase de ouro" do funk carioca, onde as músicas começaram a ser tocadas em grandes rádios cariocas, o som desceu os morros e foram parar nas áreas nobres do Rio, nesse tempo surgiu Claudinho e Buchecha(eu gostava desses caras).
Paralelo a isso, outra corrente do funk ganhava espaço junto às populações carentes: o "proibidão". Normalmente com temas vinculados ao tráfico, os raps eram às vezes exaltações a grupos criminosos locais, às vezes provocações a grupos rivais, os alemães (gíria também usada para denominar as galeras inimigas). Normalmente as músicas eram cantadas apenas em bailes realizados dentro das comunidades e divulgados em algumas rádios comunitárias.
Ao final da década, além de todas as variantes acima, surgiram músicas com conotação erótica. Essa temática, caracterizada por músicas de letras sensuais, por vezes vulgares(muiiiiiiiiiiiiiito vulgar que fazem um filme pornô parecer um desenho animado eauheauhe) , que começou no final da década, ganhou força e teria seu principal momento ao longo dos anos 2000.
Nos anos 2000 o funk realmente deixou de ser "som de favelado" definitivamente, conquistando todas as classes sociais, ao mesmo tempo, o funk foi mudando sua estética sonora e ficou mais parecido com o Hip Hop americano.
Seu ritmo hipnótico e sua batida repetitiva também contribuíram para que mais pessoas se tornassem adeptas dessa música, fazendo com que o estilo chegasse a movimentar cerca de R$ 10 milhões por mês no Estado do Rio, entre os anos de 2007 e 2008.
O funk ganhou espaço fora do Rio e ganhou conhecimento internacional quando foi eleito umas das grandes sensações do verão europa de 2005 e ser base para um sucesso da cantora inglesa MIA, "Bucky Done Gun". Um dos destaques desta fase, e que foi objeto até de um documentário europeu sobre o tema é a cantora Tati Quebra-Barraco que se tornou uma figura emblemática das mulheres que demonstram resistência à dominação masculina em suas letras, geralmente de nível duvidoso, pondo a mulher no controle das situações e as alienando. A respeito desse sucesso, em julho de 2007 em Angola surge o primeiro grupo de funk angolano "Os Besta-Fera" seu vocalista principal Mc Lucas passou no Rio de Janeiro onde foi influenciado a cantar funk, agora ouvido em Angola. Hermano Vianna, autor do pioneiro estudo "O Mundo Funk Carioca", afirmou:
“Todo esse mercado foi criado nas duas últimas décadas, sem ajuda da indústria cultural estabelecida. (...) Não conheço outro exemplo tão claro de virada mercadológica na cultura pop contemporânea. O funk agora tem números claros, que mostram uma atividade econômica importante, que pode assim ser levado a sério pelo poder público.”
E vale lembra que vários artistas lá fora usam as batidas do funk, o exemplo mais famoso (que conheço claro eauheauehu) é do Black Eyes Pies, com seu Boom Boom Pow e também o funk influênciou até a moda, com aquelas calças estilo sou-uma-vagabumda-fuck-me Funk
Em Setembro de 2009 a Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro aprovou projeto definindo o funk como movimento cultural e musical de caráter popular.
Só pra fechar, eu considero sim que o Funk é uma cultura, é uma manifestação popular clara, que como qualquer cultura nesse país que surgiu de outra cultura, para assim criamos algo só nosso. Mas como qualquer estilo musical, eles sofre mutações/deturpações/corrupções e não podermos esquecer que estamos num país onde você já luta assim que nasce pra ser alguém melhor, por que o país não te da condições de você ter uma vida digna. Então não me venha com um papinho pseudo intelectual dizendo que é outro estilo é melhor por que não fala tanta merda quanto esse. Nem sempre cultura significa está ligado a intelectualidade, não esqueça disso.
E claro, que o Dadinho, embaixador do funk carioca tem uma mensagem pra nós:
- Dadinho é o car#lho, meu nome agora é Zé pequeno, p#rra!
Pô cara, foi mal…cê sabe…ç.ç